Novela “O Grito”, do barretense Jorge Andrade, vai virar minissérie na Globo

05 de Setembro de 2018 by Milton Figueiredo
Novelas
Novela “O Grito”, do barretense Jorge Andrade, vai virar minissérie na Globo

Imagem: Mundo das Novelas

 

Segundo diversos sites especializados em TV, a novela “O Grito”, escrita pelo barretense Jorge Andrade em 1975, para o horário das 22h, será produzida novamente pela TV Globo, mas no formato de minissérie em 10 capítulos. Ainda não há data para o início das gravações, muito menos para sua exibição.

A adaptação ficará a cargo de Ricardo Linhares que antes de escrever o remake prepara a adaptação da “Cacau”, de Jorge Amado. Linhares tem sido, nos últimos anos, supervisor de novelas como “A Lei do Amor”, “Rock Story” e a chatérrima “Deus Salve o Rei”.

Ricardo Linhares - Foto: Bárbara Lopes

 

O Grito

A novela foi ao ar entre 27 de outubro de 1975 a 30 de abril de 1976, com 125 capítulos. Substituiu a novela “Gabriela” e foi substituída por “Saramandaia”, dois grandes sucessos da Globo às 22h e que já tiveram seus remakes produzidos também pela emissora carioca como novela das 11.

A trama tinha como cenário o edifício Paraíso, onde viviam os personagens, que sofre desvalorização com a construção do “minhocão” na capital paulista.

Em meio à variada gama de personagens, a novela tinha como protagonista a ex-freira Marta (Glória Menezes), que vai morar no prédio com seu filho Paulinho (Marcos Andreas). O menino que tinha doença mental gritava horrivelmente à noite suscitando um movimento para expulsá-los. Os moradores se dividem entre expulsar ou não mãe e filho do prédio e o debate acaba por aproximar todos.

A novela, claro, gerou polêmica em todo o país.

Cuidado! Tem spoiler! E eu me odeio por ter ido buscar informações! Mas, no capítulo final, Paulinho morre!

Segundo o site Memória Globo, todos os moradores se unem para providenciar o velório e a cremação do menino. Durante a cerimônia, cada um deles relembra a própria infância e se arrepende dos seus atos. Marta decide espalhar as cinzas do filho por todos os bairros em que viveu e foi expulsa durante os anos. Na cena final, ela sobrevoa São Paulo de helicóptero, atirando punhados de cinzas sobre a cidade. Gritos idênticos aos de Paulinho são ouvidos enquanto a câmera passeia por sobre os prédios. Na tela, surgem as palavras: “E a semente vai germinar, brotar, crescer, florescer e dar frutos”.

 

O barretense Jorge Andrade

O autor dessa e de outras novelas é um famoso dramaturgo brasileiro. Confesso que estou ansioso por assistir a minissérie. Jorge viveu de 1922 a 1984. Nasci em 1981, então não acompanhei suas novelas.

Assisti a três peças de teatro dele: “A Moratória”, que eu gostei muito; “Vereda da Salvação”, que não gostei tanto assim, confesso; e “Os ossos do barão”, (espetacular!), seu maior sucesso que também já foi adaptada para telenovela pela TV Globo, em 1973, e pelo SBT, em 1997.

Jorge Andrade (que dá nome ao teatro da UNIFEB) - Imagem: Astros em Revistas

 

Veja a abertura da novela original: